domingo, 4 de junho de 2017

Bondage III


 Certa noite, fui com o meu parceiro gógó/metaleiro até ao Bairro Alto, ter com a domina dele que estava num jantar do grupo habitual de BDSM. Era um restaurante com um aspecto dark, as luzes a atirar para um roxo/cinza, em que fiquei a questionar-me como é que era possível conseguir-se fazer uma refeição ali...
 Ela recebeu-nos muito bem, percebi logo pelo ar dela, e também pela língua meio presa e enrolada de que já havia bebido uns copos valentes. Apresentou-nos uma amiga, uma loirinha muito gira e querida, muito simpática e sempre sorridente, com o cabelo a roçar os ombros, que nos olhava nos olhos sempre que falava comnosco.
 Estavam as duas vestidas de preto, como aliás, era costume, e a domina estava muito bem pintada. Tinha uma cara sexérrima, e com aqueles traços ainda mais acentuados pela pintura, estava uma verdadeira loucura. Desde logo afirmou que queria ir beber uns copos, o que para mim não foi novidade, e coincidiu com a prévia ideia que tinha quando saí de casa. Havia comprado uma garrafa de vodka que serviria para aquecimento até chegar a hora de entrarmos no nosso club gótico...
 Comprámos na loja de conveniência duas garrafas de sumo de laranja, e misturámos meia garrafa de vodka em cada uma delas.
 Ficámos na rua a beber a vodka laranja, e fomos conversando. Comecei a achar a loirinha muito interessada em mim, e troquei uns olhares com a domina. Ela ria-se, fazia olhares sensuais e piscava-me o olho.. Achei que me estava a incentivar a avançar para cima da loirinha e foi o que fiz, mas sem nunca estar desatento às movimentações da domina. Naquela altura ainda achava que era possível provar-lhe o fruto proibido..
 A loirinha conforme ia bebendo ia ficando mais solta, e enquanto falávamos começavam a haver uns contactos, ela tocava-me no braço, ou na mão, haviam uns roçares, enfim.. A cena habitual.
 Fomos para o clube nocturno do costume, e como entrámos cedo conseguimos arranjar lugar sentados junto a um pilar perto do bar. Nessa zona, havia um recanto e nós escolhemos a mesa mais próxima desse pilar que fazia o recanto. O meu amigo e a domina sentaram-se na minha direita, e a loirinha do lado direito deles, e portanto, da esquerda para a direita estava eu, a domina, o meu amigo, e por fim a loirinha. Fiquei chateado. Agora tinha de inventar um esquema para me aproximar da loira. Levantei-me e fui dançar. Nem precisei de inventar nada, passados poucos minutos, já lá estava a loirinha a dançar comigo. Fui buscar cervejas ao bar, e quando voltei, qual é o meu espanto ao encontrar a minha loirinha aos beijos na boca com um gajo...
 Pensei logo, das duas uma, ou eu fui um asno com duas pernas, ou este gajo é muito mais giro que eu, ou esta gaja é uma grande puta... (Hoje, pensando nisso com mais calma, percebo claramente que era a segunda opção e que eu havia perdido a janela de oportunidade..)
 Voltei para o meu lugar sentado junto ao pilar, e em vez de dar a cerveja à loirinha (o outro gajo que lhe pagasse as cervejas), ofereci-a à domina.
 Passado um pouco, o meu amigo já estava na conversa com as miúdas da mesa do lado, e apesar de não se estar a fazer a elas, foi o suficiente para se distrair, e a domina partiu para cima de mim, como sempre gostava de fazer. Ela adorava ver-me em ponto rebuçado. Pôs a mão em cima da minha perna e perguntou  pela loirinha, respondi-lhe que estava a mamar na boca dum gajo qualquer junto da pista de dança.. -Tadinho de ti.. -Disse-me a rir-se.
 -Pois. Tadinho de mim. -Respondi.
 Agarrou-me na parte de dentro da perna e apertou-ma, e disse-me ao ouvido:
 -Não te preocupes, vais ver que ainda te safas esta noite..
 Achei logo que se estava a insinuar, e pensei: -Será desta??
 Com aquela situação tive logo uma erecção massiva, e ao tirar a mão da minha perna, ela roçou as costas da mão no meu nabo rijo.
 Olhei para ela, mas ela nem pestanejou, não olhou para mim, e pensei que não se tivesse apercebido.
 O meu colega estava numa conversa muito animada com o grupo do lado, ao qual se tinham juntado dois rapazes que conhecíamos haviam alguns anos. Ela estava a olhar para ele, provavelmente para chamar a sua atenção, mas ele não lhe ligou. Ela não perdeu tempo, apertou-me o pénis, e disse-me ao ouvido:
 -Desaperta essas calças depressa.
 -O quê? -Perguntei eu, sem ter a certeza de ter ouvido bem.
 -Queres ou não queres?? -Perguntou.
 Nem foi preciso dizer mais nada, desapertei os botões da braguilha e dos boxers, e tirei-o para fora. Ela começou a punhetear-me com a mão esquerda, e fazia caras de putinha a olhar para mim...
 Tapei o caralho e a mão dela o melhor que podia com o meu casaco e ela seguiu o servicinho muito entretida...
 Punheteava-me ora depressa, ora devagar, e ia usando o polegar para me esfregar a cabecinha...
 Estava cada vez mais excitado, e só me apetecia espetá-lo.. Hahahahaha
 Passados uns minutos, ele (o meu amigo) voltou, interrompeu a conversa e veio ter connosco, ela olhou para mim, encolheu os ombros e retirou a mão... Meti o meu menino para dentro, apertei boxers e calças e fui buscar mais uma cerveja a sentir-me frustadíssimo...

 Deixei o casaco no banco, ao lado dela, a guardar o meu lugar, quando voltei, encontrei-a a vomitar meio em cima do casaco, meio para o chão...
 Foda-se!!! Que merda de noite meu...
 Não curti com a loirinha, não me acabaram a punheta, e ainda por cima vomitam-me o meu casaco de veludo, que me foi tão caro!!!

 Bom... Esta história serve para mostrar que nem sempre as coisas correm como queremos, e que o Cosmos tem sempre uma palavra a dizer, por vezes a mais forte e importante..
 Mas não podemos desistir, temos de continuar a tentar, depois dos fracassos poderão vir os sucessos...

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